Quando Bebo Vinho

Quando bebo vinho,
o meu coração inflamado
começa a cantar às musas

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Quando bebo vinho
as mágoas desaparecem,
meus pensamentos inquietos
os ventos do mar os levam.

Quando bebo vinho,
teço coroas de flores,
cinjo com elas a fronte,
canto a vida tranquila

Quando bebo vinho
e unjo o corpo com perfume,
com uma rapariga nos braços,
eu canto Cipris.

Quando bebo vinho
Nas côncavas taças,
Com o espírito solto,
Divirto-me com os amigos.

Quando bebo vinho
Esse é o meu único proveito,
E com ele lucrarei,
Pois a morte tudo leva.

Anacreonte


bacchus_adolescente

Bacchus, 1596-97, Caravaggio